12 de Agosto de 2022



Horta da Ria - Paixão pela ria e pela biodiversidade



Júlio e Júlia são os rostos da Horta da Ria. Ele esteve sempre ligado ao desporto, nomeadamente ao basquetebol, já Julia fez um longo percurso profissional numa empresa de telecomunicações. Ambos partilham a paixão pela Ria de Aveiro e a vontade de conhecer a biodiversidade desta laguna.




Foi em 2009 que tiveram contacto com a Salicórnia, numa festa na Ilha dos Puxadoiros e após a realização de um curso de empreendedorismo apareceu a ideia de negócio: produzir salicórnia.

A salicórnia, (nome científico Salicornia ramosissima), é uma espécie nativa da costa portuguesa, planta suculenta com sabor salgado que nasce e cresce naturalmente em zonas de sapal, em solos salinos como as marinhas de sal da nossa ria de Aveiro.

Pode ser comercializada fresca durante o ciclo de vida da planta (março a agosto) e em pó durante todo o ano. Pode ainda ser incorporada em outros produtos tais como: farinha de trigo com salicórnia, bolacha de água e salicórnia, chocolate com salicórnia e cerveja preta com ostras e salicórnia.

Gostam de apresentar a salicórnia como Sal Verde, uma opção saudável ao sal tradicional, tendo em conta os seus benefícios nutricionais já que contém menos sódio que o sal, mas contém outras substâncias como cálcio, ferro, potássio, fósforo, ómega3 e outros compostos que concernem à planta propriedades anti tumorais, antioxidantes, antibacterianas e anti-inflamatórias. Esta planta é também conhecida por “espargo do mar” devido à sua configuração ramificada e pode ser consumida fresca, crua ou cozinhada ou transformada em pó, como especiaria para temperar.


Ainda não é muito conhecida e por isso pouco consumida em Portugal, a Salicórnia começa agora a ganhar atenção de pessoas que desejam substituir o sal na sua alimentação. Também se começa a registar a procura por chefs de alguns restaurantes portugueses.

Podemos encontrar os produtos disponíveis na loja online: www.hortadaria.pt e algumas lojas físicas e online da região de Aveiro,” estamos sempre à procura de novas parcerias” afirmam os empreendedores.

Um dos primeiros desafios que sentiram no desenvolvimento da ideia “foi encontrar marinhas para a produção da salicórnia e de seguida a automatização da apanha através de uma máquina de corte que não existia em Portugal” Para a produção da salicórnia em pó, estão neste momento a implementar a secagem da salicórnia fresca em estufas solares porque “queremos um produto mais natural e mais sustentável”

No futuro próximo está a promoção do consumo de salicórnia em Portugal e a sua utilização em produtos transformados como molhos, massas, charcutaria e em geral naqueles que usam sal na sua confeção, tornando estes produtos mais saudáveis.

Para quem quer empreender deixam o seguinte conselho “A economia do mar tem de ser sustentável, pelo que é cada vez mais importante que, no desenvolvimento de projetos nesta área seja avaliado o impacto ambiental de todas as suas atividades e o mesmo deve ser reduzido e se possível eliminado.”

Ainda não é muito conhecida e por isso pouco consumida em Portugal, a Salicórnia começa agora a ganhar atenção de pessoas que desejam substituir o sal na sua alimentação. Também se começa a registar a procura por chefs de alguns restaurantes portugueses.

Podemos encontrar os produtos disponíveis na loja online: www.hortadaria.pt e algumas lojas físicas e online da região de Aveiro,” estamos sempre à procura de novas parcerias” afirmam os empreendedores.

Um dos primeiros desafios que sentiram no desenvolvimento da ideia “foi encontrar marinhas para a produção da salicórnia e de seguida a automatização da apanha através de uma máquina de corte que não existia em Portugal” Para a produção da salicórnia em pó, estão neste momento 







a implementar a secagem da salicórnia fresca em estufas solares porque “queremos um produto mais natural e mais sustentável”

No futuro próximo está a promoção do consumo de salicórnia em Portugal e a sua utilização em produtos transformados como molhos, massas, charcutaria e em geral naqueles que usam sal na sua confeção, tornando 

estes produtos mais saudáveis.

Para quem quer empreender deixam o seguinte conselho “A economia do mar tem de ser sustentável, pelo que é cada vez mais importante que, no desenvolvimento de projetos nesta área seja avaliado o impacto ambiental de todas as suas atividades e o mesmo deve ser reduzido e se possível eliminado.”



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