7 de Novembro de 2021








ADRIANA GONÇALVES

Branding, Marketing e Posicionamento Digital





Eu já odiei o meu nome











Chamo-me Adriana Gonçalves e durante muitos anos odiei o meu nome.




"N

úmero 1! Ao quadro, por favor." 

"Vamos fazer por ordem, quem é o número 1? Adriana, és tu! Podes exemplificar para os teus colegas, por favor?"

Sim, durante muitos anos eu era a Número 1 na escola. Tinha de ser eu a responsável muitas vezes por dar o exemplo, especialmente nas aulas de educação física das quais confesso que nunca fui muito fã.

Os meus colegas estavam sempre distraídos, mas eu tinha de estar atenta. Porque sabia que era a primeira a ser chamada e queria fazer os exercícios bem.

Não queria que os meus colegas se rissem de mim. E se deixassem de ser meus amigos? Tinha medo do que podia acontecer, do que podiam pensar de mim.

Mas, lá tinha de ser. Lá tinha eu de sair daquela zona que era confortável e destacar-me, posicionar-me. Ser a número 1.

A verdade é que eu sei o que é sentir esse friozinho na barriga e até hoje, ainda me sinto tentada a "esconder" quando me chamam para aparecer, para ser a número 1 (introvertidos vão entender).

Ultimamente tenho recebido alguns convites para dar formação, para fazer apresentações presenciais para mais de 100 pessoas. 




Para a Adriana do passado, isto era assustador e era capaz de arranjar uma desculpa e dizer simplesmente que não, porque era o mais fácil.

O problema no mais fácil e confortável é que não nos desafiamos, não evoluímos, não crescemos.

Estar em destaque e ser percebida pelos outros nunca foi confortável para mim. Mas, aprendi a desafiar-me, assim como os meus professores me desafiavam sem entenderem que o estavam a fazer.

Quando começamos a desenvolver a nossa marca pessoal através do digital é normal sentir medo. Medo do que vão dizer ou pensar sobre nós, medo de nos expormos demasiado. Medo até dos resultados que podemos vir a alcançar. Medo de não sermos merecedores.

No fundo queremos “agradar”, ter feedback e comentários positivos e é sempre difícil lidar com as críticas. E acredita, conheço profissionais incríveis que ainda não se posicionaram na internet porque têm medo de serem criticados.

Mas, sabes quando é que eu consegui lidar com esse receio?

Quando deixei de olhar apenas para mim. Apenas para o que eu sentia. Deixei o meu ego de lado e foquei-me em ajudar e encorajar outras pessoas.

Por mais que tu queiras ou tentes, tu nunca vais conseguir agradar a toda a gente. Simplesmente não é possível. Somos únicos e diferentes. Vamos conectar mais com umas pessoas do que com outras e está tudo bem.






Sincera­mente, também não queres conectar ou vender os teus serviços para todo o tipo de pessoas. Certo?

Hoje os meus conteúdos podem ter parte da minha história, podem transmitir os meus pensamentos, mas têm sempre um objetivo comum que é comunicar para o outro. O foco não sou eu, és tu.

Tudo o que partilho nas minhas redes sociais tem um objetivo e responde a três perguntas: o que eu quero que o meu leitor SAIBA, SINTA e FAÇA.

E é nisto que deves focar e pensar quando estás a escrever os teus conteúdos no digital. Desenvolver autoridade no digital não é confortável e sim, é necessário ter coragem.

Mas, acredita, não existe nada melhor do que partilhar a tua mensagem com o mundo, contribuir e ser reconhecido por isso.

Convido-te a entrar também neste processo de pelo menos tentar, de treinar, de te aventurares um pouco mais, estar em movimento, conhecer mais sobre ti, desenvolver a tua marca.

Atualmente sei que a culpa não era do meu nome, mas de como eu me sentia e lidava com os momentos e situações. Hoje assumo com orgulho o meu nome. Não me importo que as minhas clientes ou os meus seguidores me assumam como Número 1 no meu mercado e continuo nesta jornada de desenvolver a minha marca pessoal com confiança e coragem.








Chamo-me Adriana Gonçalves e agora, adoro o meu nome.



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