30 de Dezembro de 2020





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PEDRO AMENDOEIRA

Partner na Expense Reduction Analysts



Truques da raposa para superar a pandemia


Um gato e uma raposa encontraram-se na floresta. A conversa rapidamente se dirigiu para as suas respetivas capacidades e méritos.

 


A

raposa gabava-se de ter dezenas de formas de escapar aos caçadores e seus cães, um arsenal de truques. O gato confessou ter apenas uma estratégia. Nisto apareceram de repente vários cães de caça. O gato executa o seu único truque, sobe a uma árvore e escapa. A raposa, enquanto decide qual dos seus truques usar, é apanhada e morre.

Esta fábula de Esopo evoca-me a situação atual em reação à pandemia: andamos quase todos – famílias, governos, empresas - perdidos entre quais os truques a usar.

Os diferentes governos seguem mil caminhos alternativos e em constante mudança (dirão, em adaptação aos números do dia): máscaras no interior, na rua ou em nenhum lado; reuniões de 10 pessoas, de 20 ou milhares; comprar vacinas russas, inglesas ou impossíveis; apps de rastreio; quarentena a viajantes; restaurantes e escolas abertos ou fechados... A lista é extensa.

Nós, cidadãos, vivemos no medo, fomentado pelos números das notícias. Cancelamos compras, viagens e jantares. Pedimos que nos restrinjam liberdades em nome do bem comum, aceitamos que estados e partidos cresçam em poderes. Pulamos descoordenados e sem sentido.

Quanto às empresas, temo que muitas (a maioria?) estejam não só a fazer como a raposa – indecisas sobre a estratégia a seguir - como ainda aguardam o que façam os respetivos governos: se dão ou não subsídios, quais                      


as alterações legislativas do dia, que moratórias criarão. Entretanto, os cães estão aí, prontos para atacar e devorar.

O Covid será seguramente um deles. A concorrência, quebras da cadeia de abastecimento, tesouraria, falências, desemprego, alguns dos outros.

O gato teve a sorte de ter a estratégia adequada ao momento, a que pôde aceder de forma imediata. Tal é o caso duma Netflix, Amazon ou muitas far­ma­cêuticas. Pouco tiveram de alterar para estar acima da crise.

Quanto aos demais, podemos dis­trair-nos com os políticos, ou com o cão Covid e até escapar dele, apenas para sermos apanhados pelos outros animais. Alternativamente, se subir à árvore não é de todo possível, podemos focar em como fintar ou derrotar as várias ame­a­ças que nos atacam. Ter várias estratégias é bom, desde que sejam adequadas ao contexto, se comple­mentem e as executemos. Servir o cliente com qualidade em todos os detalhes                      

    da operação, com uma equipa motivada e custos otimizados é um exemplo de estratégia ganhadora.






    Como vai sair deste evento? Como o gato na árvore, como a raposa morta ou realmente usando os truques que tem?




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