9 de Novembro de 2020









Luis Augusto Lobão Mendes

Professor e Consultor  


Fotografias D.R.



Precisamos de uma estratégia ágil e adaptativa



Em um mundo de mudanças rápidas e imprevisíveis, o problema com o planejamento estratégico é que, se você seguir seu plano até o fim, obterá exatamente o que costumava querer.

 


O

que você precisa agora, é de uma estrutura para plane­jar e imple­mentar uma estra­tégia que seja ágil o suficiente para se adaptar a um ambiente dinâmico, mas focada o suficiente para entregar e obter vantagens concretas.

O sistema de formulação e desdobramento, original provou ser a estrutura mais popular, bem-sucedida e duradoura de planejamento estratégico dos últimos 40 anos. Composto por um Mapa de Estratégia e um painel de indicadores (KPIs), metas e iniciativas, o modelo ajudou as organizações a formular e a desdobrar uma estratégia em componentes viáveis e medir o progresso em direção a uma visão (ambição estratégica de longo prazo), ao mesmo tempo, em que implementa e monitora as ações que impulsionam a mudança. No entanto, apesar de todo o seu sucesso, o sistema de Planejamento Estratégico, agora precisa evoluir para a era digital.

Atualmente demanda-se das organi­zações agilidade, entre outros, pelos seguintes motivos: a complexidade e a velocidade das mudanças, tecnológicas e sociais, e a contínua transformação das fronteiras intersetoriais, provocadas pela digitalização, desregulação e globa­li­zação. Por essas razões os estrategistas devem ter uma visão integrada e a capacidade de alavancar, rapidamente, recursos suficientes para operar rupturas significativas. 

Peço desculpas aos amigos consul­tores que trabalham com planejamento estratégico, mas estamos chegando ao 

Os mercados por sua vez, exige das empresas um crescimento constante do desempenho e cada deterioração nos resultados afeta de forma significativa o valor da empresa, comprometendo a sua capacidade para investimentos futuros.

As organizações transformaram-se em redes que se movem em espaços interconectados, potencializando com­ple­xidade e o risco da paralisia pela análise. Para superar tudo isso, empresas de sucesso tornam-se mais ágeis, operando com processos, estruturas e cultura abertos à aprendizagem, ciclos curtos e decisões rápidas.





fim de uma era.

Cada dia que passa, o mundo VUCA ( Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) se torna mais presente e isso impacta diretamente na maneira que pensamos e atuamos estrategicamente.

Precisamos entender as forças da natureza! Estamos viajando por um território desconhecido, onde os velhos mapas e bússolas são inadequados e possivelmente perigosos. Estamos diante de um cenário de rara complexidade, onde mudanças de comportamento de compra (sociais), mudanças tecnológicas, mudanças econômicas e até ambientais,


causam profundo impacto no modelo de negócio. 

 O caminho para esta mudança passa por quebra de paradigmas e de uso de ferramentas que compõe o arsenal existente. Precisamos de um novo conjunto de práticas de gestão estratégica, alinhadas com a proposta do framework e práticas ágeis. Particu­larmente, preferimos tomá-las por práticas pragmáticas e simples, pois são objetivas na entrega de resultados. Muitas vezes o modelo atual, exige muito esforço de planejamento e controle, não deixando espaço para experimentação, autonomia e relações de confiança.

Talvez a melhor hora de lançar uma estratégia adaptativa seja quando o ambiente está difícil de prever e modelar – e qualquer vantagem pode ser de curta duração. 

Diferentemente da abordagem Clássica de vantagem competitiva sustentável, a abordagem Adaptativa à estratégia repousa na ideia de uma série de vantagens temporárias. Em ambientes imprevisíveis e não maleáveis, a ênfase é na experimentação contínua e ajustes em tempo real ao invés de análises e planejamentos de longo prazo.

 




Atualmente demanda-se das organizações agilidade!



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