Talentia explica como o ‘next normal’ afetará a liquidez das empresas

Como é sabido, um grande número de empresas sofreu um enorme impacto negativo nas suas finanças devido à crise provocada pelo COVID-19.

5 de Agosto de 2020


Mesmo aquelas que se viram menos afetadas nos primeiros tempos, estão a procurar adaptar-se e preparar-se para que este impacto previsível provoque o menor dano possível. Os planos propostos antes do confinamento poderão até ser mantidos, embora agora adaptados ao ‘next normal’, para garantir, entre outros pontos, a liquidez das empresas.


Assim, tal como explica a Talentia Software, fornecedor especializado em soluções de software para gestão de Rendimento Financeiro e Capital Humano, todas as empresas terão que enfrentar um processo detalhado de planificação, utilizando as ferramentas necessárias para garantir essa liquidez, uma redução de custos e o fortalecimento das suas relações comerciais. Para além disso, deverão ter como prioridade a identificação de oportunidades na nova normalidade para fortalecer a sua posição nos mercados, atualmente instáveis.


Todas as ações devem integrar uma estratégia direcionada para restaurar a normalidade, garantindo que o ano 2020 não se torna irrecuperável.


Os eixos da planificação na gestão financeira de médio prazo:

Os departamentos de gestão financeira devem abordar a planificação de forma muito detalhada e não podem concentrar-se apenas na liquidez das empresas, mas também considerar a sua boa saúde financeira e a contabilidade de toda a organização. Alguns dos outros fatores a ter em conta são, por exemplo, a melhoria diária da eficiência de custos e o regresso do pagamento de rendas. Independentemente dos detalhes exigidos por cada empresa em particular, deve adotar-se uma dinâmica de análise e comportamento muito semelhante, aplicável em praticamente todos os cenários do ‘next normal’ das empresas:


1. Elaborar um diagnóstico das consequências provocadas pelo COVID-19, nomeadamente em que departamentos e qual o seu nível de importância. 


2. Adquirir uma visão geral, verificando a posição que a empresa ocupa no mercado e qual é o seu verdadeiro potencial competitivo. 


3. Analisar a variedade de competências tecnológicas, especialmente em relação à distribuição e utilização de recursos humanos, bem como à capacidade da empresa para se adaptar ou reforçar políticas orientadas para o teletrabalho. É imprescindível definir como se distribuem os ativos de RH e a melhor forma de os otimizar e/ou reforçar em determinadas áreas. 


4. Identificar as oportunidades que a nova normalidade traz à organização, nomeadamente para o foco da atividade ou a exploração de novos mercados. 


5. Preparar um plano de continuidade que tenha em consideração os pontos acima e os restantes pilares da empresa – a eficiência, rendas, liquidez, etc. É preciso redefinir totalmente todas as estratégias e de uma forma transversal.


Rotas de financiamento para superar os problemas de liquidez

Apesar disto, as empresas podem continuar a sentir necessidade de recorrer a fontes externas de financiamento e/ou a mecanismos que garantam a solidez financeira. Por exemplo, o confirming, que permite o pagamento antecipado a fornecedores com faturas que tenham prazos longos de pagamento; ou a variedade de opções que compõem o supply chain finance – o apoio financeiro aos parceiros envolvidos numa determinada cadeia de produção, desde o pedido da compra dos materiais até a cobrança da fatura final.


Em suma, se as empresas não quiserem ver a sua liquidez seriamente reduzida, devem realizar uma análise e planificação urgente, mas detalhada, das suas estratégias, ativos, linhas de ação e recursos. Uma tarefa para a qual a inteligência financeira e a transformação digital das finanças podem ser extremamente úteis.

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