31 de Dezembro de 2018





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CARLA SEPÚLVEDA

CEO Believe2Win, Consultora e Gestora de Projetos Internacionais


Fotografias D.R.



Competências Humanas

no Mundo atual 



Os atuais dias de confinamento obrigatório repentino provam o quão adaptáveis e flexíveis somos na chamada “hora da verdade”. Aquela hora que nos coloca no lugar e nos exige criatividade, resiliência e adaptação ao mundo novo!




A intitulada “nova normalidade” trouxe à ribalta a urgente necessidade de readaptação e redefinição do grau de importância das competências necessárias a todos os níveis sobretudo ao mundo do trabalho.

As competências humanas passam assim a estar, cada vez mais, no centro das atenções dos gestores das organizações no mundo corporativo.

As Hard Skills (competências técnicas) passaram para segundo plano, dando lugar e cada vez mais importância às Soft Skills (competências comportamentais e sociais) que são nem mais nem menos as características pessoais de cada um de nós, com origem única e ampla, na experiência psicossocial de cada indivíduo, cultura e educação, de entre outros fatores. Nestas características incluem-se as competências relacionais que ditam a forma como cada um se relaciona e interage com o outro e de que forma esta interação afeta os relacionamentos em ambiente corporativo e, por consequência, a produtividade da equipa de trabalho.

As Soft Skills estão, por isso, no centro da atenção dos recrutadores que tentam _________

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As Hard Skills (competências técnicas) passaram para segundo plano, dando lugar e cada vez mais importância às Soft Skills (competências comportamentais e sociais) que são nem mais nem menos as características pessoais de cada um de nós


ao máximo captar as habilidades individuais daqueles que procuram para integrar as sua equipas de trabalho. Do mesmo modo os departamentos de Recursos Humanos apostam, cada vez mais, na valorização do capital humano interno à organização promovendo mais ações de formação em desenvolvimento pessoal e atividades que fomentem o autoconhecimento, como o coaching que passa a ser uma excelente ferramenta de trabalho, individual e de grupo, ao serviço da gestão de pessoas.

A competitividade do mercado de trabalho dita as regras.

Anualmente, variados estudos ______








vêm comprovar as tendências da gestão de recursos humanos, verificando-se a alteração das exigências dos gestores das organizações no que se refere aos requisitos no recrutamento e seleção de pessoas e formação interna.

Já não chega ter um CV que evidencie a formação académica e profissional adquiridas. É cada vez mais interessante evidenciar habilidades pessoais, que promovam o espírito de integração e de equipa, a inteligência emocional, o sentido de responsabilidade, e o bom senso entre outras, ao invés de listar pós-graduações, MBA’s e mestrados.

A participação ativa na vida cívica pela integração de ações sociais de voluntariado, associativismo, organiza­ções não governamentais e movimentos cívicos, por um lado e o empreen­dedorismo social por outro, deixam transparecer muito da personalidade e do íntimo de cada um, já que estas competências são deveras difíceis de avaliar de outra forma.


E afinal o que é que as organizações e seus gestores procuram?


As competências humanas têm atualmente um papel social inequívoco. Se as competências técnicas são facilmente adquiridas pela formação contínua, treinamento e/ou leitura técnica, as competências comporta­mentais desenvolvem-se através do estímulo ao mais íntimo de cada um e devem ser trabalhadas no sentido do aumento dos níveis de produtividade e objetivos corporativos. 

É neste meio que tem vindo também a crescer a responsabilidade social das empresas e organizações dando cada vez mais enfâse a ações de carácter social e cultural quer através de donativos quer através de subsídios para desen­volvimento de eventos e iniciativas culturais que promovam o bem-estar geral da sociedade. 

Em comparação com a listagem do mesmo Fórum em 2015 a Criatividade _________

Desta forma, com base nos últimos resultados do Fórum de Davos, também conhecido por Fórum Económico Mundial, constantes no relatório “Future 

of Jobs” listam-se as 10 principais competências e habilidades pessoais mais relevantes e desafiantes para os gestores de RH 2020:



2020


  1. Resolução de Problemas Complexos
  2. Pensamento Crítico
  3. Criatividade
  4. Gestão de Pessoas
  5. Coordenação com os Outros 
  6. Inteligência Emocional
  7. Bom Senso e Tomada de Decisão
  8. Orientação para servir
  9. Negociação
  10. Flexibilidade Cognitiva

2015


  1. Resolução de Problemas Complexos
  2. Relacionamento com os outros
  3. Gestão de Pessoas
  4. Pensamento Crítico
  5. Negociação
  6. Controlo de Qualidade
  7. Orientação para Servir
  8. Bom Senso e Tomada de Decisão
  9. Escuta Ativa
  10. Criatividade




ganha corpo entre as mais significativas e torna-se indispensável ao colaborador face à avalanche de novos produtos e serviços, novas tecnologias e novas forma de trabalho e acompanhamento das mesmas, tornando-se indispensável a cada trabalhador. Juntamente com a habilidade de Negociação permitirá gerar alternativas e criar soluções mais inteligentes.

A Inteligência Emocional, por sua vez, conceito há muito em exploração, e objeto de estudo, teses e literatura diversa, torna-se hoje imprescindível às qualidades humanas pois garante o equilíbrio na gestão de conflitos entre a equipa de trabalho.

No topo da tabela mantém-se a Resolução de Problemas Complexos que juntamente com o Bom Senso e Tomada de Decisão, são habilidades que evidenciam o autocontrolo na gestão do stress e a resiliência necessária para enfrentar e ultrapassar problemas que se deparam, prosseguir com os objetivos de forma a aumentar a produtividade ao mais baixo custo gerando melhores resultados e cumprimento de metas estabelecidas.

A Gestão de Pessoas em conjunto com a Coordenação com os Outros e Orientação para servir completam-se enquanto habilidades pessoais. Saber servir é um dom. Causas nobres engrandecem as empresas. As três habilidades em conjunto procuram, em sintonia com as restantes a melhoria continua de processos, tomada de decisão e consequentemente, a melhoria de resultados.

É também crescente, a procura por colaboradores com abertura de mente e que demonstrem capacidade de adaptação a mudanças súbitas, e por isso competências humanas como a Flexibilidade Cognitiva e Pensamento Critico, são tão essenciais à sobrevivência das empresas e organizações em tempo de crise tais como a que hoje vivemos e que nos mostra o quão rápido é necessário reagir e agir em conformidade com as necessidades!

A grande mais valia das Soft Skills é que são competências transferíveis. Isto é, são independentes da tarefa, do trabalho desempenhado ou do grupo onde o individuo se encontra inserido. Parafraseando Brian Chesky,







 o Gestor de RH no mundo corporativo atual procura 


“construir uma equipa tão talentosa que o faça sentir-se quase inconfortável ao redor deles.” 


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