Fora da Caixa

Pela primeira vez vou escrever o porquê deste espaço se chamar “Fora da Caixa” e a vasta implicação que ele tem na sociedade portuguesa e dos milhares de leitores que nos seguem.

Rui Pedro Oliveira
29 de Fevereiro de 2020

A resposta está já dada. Zero no que concerne à minha pessoa.

Tenho efetivamente da parte editorial liberdade para escrever o que quiser, mas nada que um leitor atento amiúde de jornais e outras curiosidades não pudesse explanar os seus pensamentos sobre a sociedade, a tecnologia, as tendências e admirar o futuro.

Gosto de escrever, de dar as minhas opiniões mas só abro a boca para fundamentar algo que esteja certo de assim ser. Escrever de forma bonita e assertiva como se fosse dono de um douto conhecimento, impingindo a opinião a alguém, não faz parte do meu perfil.

A Mónica Monteiro, é a inspiradora de ser “Fora da Caixa”. Quando me convidou para esta rubrica, sabia que eu era Doutorado em banalidades de opinião, mas ela sabia (além de que Doutorada, é ela) que não haveria filtro no que pudesse escrever, e por isso, chegamos a este nome da rubrica, certo que não censurará jamais as minhas palavras.

A Start & Go, é dos projetos mais interessantes, abrangentes e de altruístas que jamais conheci na lógica de divulgar toda a expertise dos convidados a escrever nas mais diversas áreas de negócio, pensamentos e ideologias que conheço. Tem um rosto, de alguém que abdica muito tempo da sua vida pessoal e académica, sem descurar a profissional em prol de dar à sociedade gratuitamente, uma panóplia de “experts” que escrevem nas suas páginas sobre as mais variadas matérias de expertise, na qual naturalmente não me incluo, mas a minha colega de carteira numa Business School há mais de uma década teve a amabilidade de me convidar para escrever certos disparates, sendo que desta vez, acho (imodestamente) que acertou em pleno sendo esse o objetivo.

O tema da capa é o Douro.

A Start & Go não é uma publicação regional, tal como o Douro não é dos montes Cantábricos à Foz no Porto e Gaia.

A cidade do Porto, provavelmente das poucas cidades no mundo onde é limitada a sul por um rio, a oeste pelo Atlântico, e a leste e norte por uma estrada, não tem por onde crescer além das suas fronteiras. Não é uma cidade como Lisboa onde cresceu para Loures ou a Amadora onde se confundem as suas áreas limítrofes, não é como Basileia ou Genebra que sendo cidades Suíças, têm os seus aeroportos locais em território francês. Neste aspeto podemos nos orgulhar de nos compararmos com a grandeza de Manhattan ou Hong Kong, estão delimitadas.

O Douro é contraditório, como qualquer elemento de água, passa por qualquer obstáculo sem pedir autorização. Pedras, granitos, montanhas, cascatas de dezenas de metros, e cotas zero onde necessários, tudo para chegar à foz do Douro.

Há uns anos na faculdade (quase trinta) tive um Professor que achava que o Rio Douro devia ser privatizado. Naturalmente, ideia disparatada, na qual concordo ser contra natura. O Douro não foi privatizado, mas sim muito bem aproveitado nos últimos anos. Os vinhos, as quintas, os hotéis, as vindimas, o turismo, na altura que escrevo leio, que a família Symington vão transformar ruínas em casas de charme no Douro.

Sobre o Douro, há milhares de histórias por contar mas basta referenciar a Condé Nast, National Geographic, New York Times (and so on) que são unânimes no tema e o prestígio das mesmas fala por si.

E porque há um paralelo entre o Douro, a Start & Go e o Porto? É que o Porto e o Douro não nos pertencem, pertencem ao mundo, são património mundial porque foram muito bem aproveitados ao oferecer o que já foi votado melhor vinho do mundo, os melhores restaurantes, os melhores hotéis e uma beleza inimaginável. A Start & Go nasceu no Porto, mas rapidamente se materializou uma publicação de âmbito nacional, e não posso deixar de referir novamente, tudo obra do altruísmo da nossa querida “editor in chief”, que rapidamente já criou a academia de formação (para quem não conhece, recomendo https://www.startandgo.pt/m/pt/academy ) com excelentes oradores e vastos temas aplicados às empresas.

Tal como eu, pensa “Fora da Caixa”. Tal como a água do Douro, a Mónica, contornou todos os obstáculos com mais ou menor dificuldade, mas entra nos nossos computadores sem pedir licença neste seu serviço público.

Já estou preparado para que me peça para escrever alguns artigos em Inglês pois Portugal já não é só o nosso target, tal como o Douro.

S. Exa. Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, esteja atento às comendas a dar neste 10 de Junho por favor.


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