Da Ideia de Negócio à Criação da Empresa

O Empreendedorismo na sua componente de criação de novas empresas, deve ser encarado com muita seriedade e prudência, nomeadamente, por todos aqueles que, pretendem optar por esta via para, gerarem o seu próprio emprego.

João Barroca
1 de Fevereiro de 2020

Existem um conjunto de fases que, antecedem a criação da empresa e, que não podem de forma alguma serem negligenciadas pelo Empreendedor, logo, neste sentido, torna-se fundamental que, após o Empreendedor ter realizado o seu primeiro investimento, em tempo, pesquisa e investigação sobre os principais recursos necessários para, a criação e desenvolvimento do seu modelo de negócio, conhecimento dos apoios financeiros existentes e, as diversas formas de financiamento disponíveis para novas start-ups, devem desenvolver um plano de negócios realista.

Neste sentido, resumidamente, as principais etapas que, devem anteceder a criação de uma Empresa são os seguintes:

  1. Criação, Maturação e Desenvolvimento da Ideia de Negócio;
  2. Validação da Ideia de Negócio;
  3. Realização do Estudo de Mercado;
  4. Criação do Modelo de Negócio;
  5. Desenvolvimento do Plano de Negócios;
  6. Angariação das Fontes de Financiamento Adequadas;
  7. Criação da Empresa;
  8. Exploração do Negócio.

Na concretização da primeira e segunda etapa, o Empreendedor poderá recorrer a ferramentas de gestão relacionadas com modelização de negócios, como por exemplo, o Business Model Canvas que, é tradicionalmente utilizado neste tipo de processos. De seguida, será fundamental o desenvolvimento de um estudo de mercado credível que, permita medir a procura por parte do público-alvo do seu projeto.

Neste âmbito, é fundamental que, por exemplo, através de inquéritos presenciais que, devem ser realizados a uma amostra representativa do target do projeto, sejam recolhidos inputs por parte deste que, permitam ao Empreendedor definir com segurança qual o melhor preço para o seu produto ou serviço, caraterísticas base e funcionalidades do mesmo, vantagens competitivas e valor percebido, bem como, quais os canais de distribuição mais adequados.

Posteriormente e, caso os resultados obtidos com o estudo de mercado sejam positivos e, favoráveis à materialização da ideia de negócio num projeto empresarial, então, o próximo passo será a criação do modelo de negócio e, respetivo plano de negócios. Será precisamente com base no plano de negócios que, o Empreendedor poderá analisar a viabilidade do seu projeto e, perceber se, realmente, este reúne as condições desejadas para, se materializar numa empresa de sucesso.

Neste sentido, resumidamente, a estrutura que deve ser contemplada no desenvolvimento do plano de negócios, será a seguinte:

  1. Sumário Executivo;
  2. Caraterização do Projeto e dos Promotores;
  3. Definição da Visão, Missão e Valores da Empresa;
  4. Definição dos Objetivos Tangíveis e Intangíveis da Empresa; 
  5. Definição do Posicionamento do Negócio;
  6. Análise do Mercado;
  7. Análise do Setor;
  8. Análise P.E.S.T.A;
  9. Análise S.W.O.T;
  10. Análise da Concorrência Direta e Indireta;
  11. Elaboração do Plano de Marketing;
  12. Análise dos Principais Fornecedores e Parceiros Estratégicos;
  13. Elaboração do Cronograma de Implementação do Projeto;
  14. Elaboração do Estudo de Viabilidade Económico-Financeiro;
  15. Avaliação e Controlo das Variáveis do Negócio.

A fase posterior ao desenvolvimento do projeto de investimento, também merece principal destaque pois, caso o Empreendedor, não inicie o seu negócio recorrendo na totalidade a capitais próprios que, na realidade, raramente acontece, deverá então ponderar todas as vantagens e desvantagens inerentes ao capital alheio e incentivos para, financiar o seu plano de investimento e, perceber qual a fonte de financiamento que, melhorar se poderá adequar ao seu conceito em particular.

Neste sentido, poderá considerar diversas alternativas viáveis que, deverão ser adequadas a cada situação em particular:

  1.  Financiamento integral com capitais próprios;
  2. Financiamento integral com capitais alheios provenientes de um sócio-investidor;
  3. Financiamento através de um Business Angel;
  4. Financiamento através de sociedades de capital de risco;
  5.  Financiamento bancário tradicional de curto, médio e longo prazo;
  6. Financiamento através de leasing operacional e financeiro;
  7. Financiamento através de microcrédito;
  8. Incentivos à criação do próprio emprego via IEFP – Instituo de Emprego e Formação Profissional;
  9. Incentivos financeiros governamentais através de Quadros Comunitários;
  10. Concursos e prémios relacionados com empreendedorismo;
  11. Financiamento através de incubadoras de start-ups e programas universitários;
  12. Financiamento através de agentes que operam na economia social.

Por último e, após reunidas as fontes de financiamento necessárias para, concretizar o plano de investimento inerente ao projeto, deverá procurar um Técnico Oficial de Contas que, preste o aconselhamento necessário no processo de criação da Empresa, considerando a tipologia jurídica mais adequada ao seu projeto empresarial.

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