Nae Vegan Shoes  - De Portugal para o Mundo!

Estamos em 2008. Paula, sempre teve um especial gosto por calçado, como a maioria das mulheres, mas o facto de ter adotado um estilo de vida Vegan, fez com que se tornasse muito difícil encontrar calçado bonito, confortável e "animal-friendly".

1 de Março de 2019

Havia falta de opções no mercado. Começa, assim, a aventura da criação de uma marca amiga dos animais e do ambiente, para todos os gostos e ocasiões – a Nae.

A Nae é uma marca de sapatos vegan para Homem e Senhora preocupada com a sustentabilidade ambiental, trabalhando com materiais alternativos ao couro, tal como a cortiça, plástico reciclado (garrafas de plástico e não só), microfibras ecológicas, têxtil natural oriundo de fibras de plantas e borracha 100% natural.

Procurando, desde o início, ser uma marca alternativa para quem procura calçado português de design, com uma forte preocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade foi uma aposta ganha no mercado. Sob o olhar atento de uma gama de consumidores exigente e preocupado com a origem das suas matérias primas, o principal desafio foi encontrar bons materiais de trabalho e conseguir fábricas para fazer a produção.  “Não é fácil iniciar uma marca. E torna-se ainda mais difícil quando o objetivo dessa marca é fazer sapatos e utilizar materiais sustentáveis e naturais na sua confeção. É preciso dedicar tempo a fazer pesquisas sobre novos materiais e conseguir fornecedores dignos e de confiança. Depois, é explicar às fábricas, que durante toda a sua existência fizeram calçado com recurso a pele, que é possível fazer sapatos recorrendo a estes materiais. Não foi um processo fácil. Foi necessária muita persistência e segurança no produto que estávamos a apresentar”

Um aspeto importante para o crescimento da marca foi a descoberta da fibra de folha de ananás. Pois para além da componente ecológica, por ser um material natural que resulta do desperdício, permite à marca o desenvolvimento da sociedade, já que promove a plantação do ananás junto das comunidades fornecedoras. “À parte disto a fibra de folha de ananás também consegue ser resistente e bonita o que nos permite brincar e construir modelos atrativos. É sem dúvida o nosso maior trunfo neste momento.”

Hoje o mercado está mais aberto à proposta de valor da Nae e isso verifica-se na crescente procura por produtos naturais e sustentáveis.  “Se olharmos para estes 11 anos, podemos dizer que houve uma clara mudança na forma de pensar de muito de nós. Toda a gente conhece pelo menos uma pessoa vegan ou já ouviu falar em movimentos como o ZeroWaste, por exemplo. Isto diz muito sobre o aumento do interesse, da procura de informação e da transformação na forma de pensar. Não foi sempre assim, mas neste momento o mercado está atento e aberto a marcas como a nae que só querem minimizar o seu impacto no meu ambiente”.

Destinando cerca de 70% da sua produção para mercados externos, o processo de internacionalização aconteceu de forma gradual. “Na verdade, no início desta aventura não fizemos grandes planos de internacionalização e, portanto, tudo aconteceu de forma natural”, afirma a empreendedora. A Nae conta já com uma forte presença internacional, sendo a mesma mais expressiva em mercados onde o veganismo se acentua mais como no caso da França, Alemanha, Reino Unido e EUA.

Tendo entrado no mercado fundamentalmente pelo canal online, potenciado pelas redes sociais e criando parcerias com os media., hoje sentem a necessidade de ter um espaço físico que pudesse não só transmitir confiança a quem compra online pela primeira vez, mas também proporcionar ao cliente um contacto direto com o produto. Para já estamos apenas em Lisboa mas em breve vamos abrir uma loja em Barcelona.”

Para o futuro está previso do desenvolvimento de novos produtos que complementem a coleção que já conta com sapatos, cintos, carteiras e sacos de algodão orgânico.

A quem quer empreender a empresaria deixa o seguinte conselho “Fazerem um bom plano de negócios, isso é fundamental. E depois serem persistentes pois o sucesso pode não chegar logo.”

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Revista Digital Start&Go