Cada criança tem o seu temperamento

Cada criança tem o seu temperamento, ou seja, tem uma tendência inata para agir de determinada forma perante uma situação.

Sara Cardoso
5 de Agosto de 2015

Cada criança tem o seu temperamento, ou seja, tem uma tendência inata para agir de determinada forma perante uma situação. Esta tendência está presente desde o nascimento e é composta por diferentes traços individuais que existem em todas as crianças, cada um deles em maior ou menor grau (energia, sensibilidade, reatividade, sociabilidade). É fundamental conhecermos estes traços, pois vai permitir-nos antecipar a reação da criança a determinada situação e adaptar a nossa forma de agir em função do temperamento da mesma.

Entender o seu filho passa por identificar o seu temperamento e perceber que, enquanto educadores, somos os primeiros responsáveis por reforçar ou diminuir determinadas características. Os pais das crianças calmas e complacentes gostariam que os seus filhos fossem um pouco mais agressivos, da mesma maneira que os pais de crianças reativas gostariam que elas fossem menos impulsivas. É importante aceitarmos o temperamento dos nossos filhos como um facto da vida, no entanto podemos mudar o seu comportamento. O comportamento resulta, em parte, do temperamento mas também da forma como os pais lidam com a criança. Por exemplo, uma criança pode ser reativa de temperamento, mas dessa impulsividade não pode resultar a agressividade que é um comportamento a ser reprovado pelos pais.

O modo como agimos com a criança determina se um dado traço do temperamento se torna ou não problemático. O temperamento da criança deve ser compreendido e levado em consideração. Procure ajudá-la a acalmar-se, a identificar, exprimir o que sente e a encontrar uma solução para esses sentimentos. (O que está a acontecer?; Como te sentes?; O que podes fazer?)

Ter pais que aceitam e compreendem o temperamento da criança é essencial para ela se aceitar a si própria. Assim como a capacidade da criança lidar com emoções fortes irá depender, em parte, da capacidade da família acreditar que a criança é capaz de o fazer. (“Estou a ver que estás descontrolado. Sei que consegues controlar-te sozinho, por isso vou afastar-me um pouco até que o faças.”)
Conhecer a criança como pessoa é vê-la como um todo, sem descurar nenhuma característica ou reduzir a personalidade do seu filho a algo em particular. O carácter compõe-se de elementos inatos (temperamento) e de elementos adquiridos (sentimentos, valores, ideais, atitudes).

Em suma, educar passa por criar as condições adequadas para fazer sobressair o melhor que existe em cada criança e o período mais eficaz para desenvolver as competências não cognitivas é o da 1ª infância, antes da entrada para a escola. A verdade é que aprender matemática e português é muito mais fácil do que aprender a ser boa pessoa, a conviver com os outros, a ser justo e altruísta.
Acredite nas características inatas do seu filho e desenvolva-as de forma a extrair todo o potencial que nele existe, tornando-o numa pessoa de forte carater.

Revista Digital Start&Go


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